sábado, 10 de maio de 2014
julainneartes: "MÃE" "FILHOS"
julainneartes: "MÃE" "FILHOS": Mãe! Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei. Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta ...
"MÃE" "FILHOS"
Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei.
Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exatamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!
Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro, 1921.
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei.
Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exatamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!
Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro, 1921.
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu
nem houve estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
para que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha mãe.
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu
nem houve estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
para que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha mãe.
Sebastião
da Gama
sábado, 5 de abril de 2014
MANDALAS
A palavra MANDALA
vem do sânscrito (antiga língua
da Índia)
e significa círculo, referindo-se a toda forma
onde círculos se organizam
a partir do mesmo centro.
Também chamadas de círculos mágicos, são desenhos
repletos
de cores, formas ou símbolos que, além
de fazerem bem aos olhos,
têm a finalidade
de induzir a meditação,
contribuindo para
a harmonia e o equilíbrio dos sentimentos. São considerados símbolos religiosos e integram rituais de culturas que
não têm qualquer ligação temporal ou
espacial. Por exemplo,
os índios americanos fazem curas traçando mandalas na
areia. Os budistas contemplam
a mandala para aprofundar os estados de meditação.
É uma técnica de desenho e arte que permite
relaxar,
aliviar as tensões, conhecer e
desativar nossas
emoções negativas
e cultivar as positivas.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Páscoa
Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim???
....... na dúvida vou decorando a casa.
PS. aceito encomendas
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